sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

São Silvestre de Lisboa - Parte II

Pode-se dizer que a prova foi mais fácil que os treinos. Se conhecesse o percurso teria feito uma melhor gestão do meu desempenho. Ainda assim, bati o meu melhor tempo nos 10Km, com 56m54s e fiz também o meu melhor tempo por Km com 4m29s.
 
Um dos motivos para ter feito os primeiros 5Km a um bom ritmo e com a sensação de que foi relativamente fácil, prende-se com o facto de termos de acelarar pontualmente para passar á frente ou para sair da frente de alguém. Pequenas acelarações que promovem um tempo por Km inferior ao verificado num treino em que os únicos que vão á frente somos nós próprios.
 
O último Km parecia que ia depressa demais, nunca tinha corrido realmente a esta velocidade e dei por isso. Fiz-me acompanhar dos meus colegas até ao Km 8 após o qual iniciei o ritmo mais rápido. Manter aquela velocidade só foi possivel porque ia a descer. Todas as provas têm subidas e descidas, mas 2,5Km?
 
Tanto á partida, como ao Km 5, como á chegada, ouvi os incentivos da minha familia, bastante enconrajador e também bastante útil para a motivação. Durante a corrida vamos nos cruzando com diversos colegas, até dá para conversar um pouco.
 
Desta vez, não houve pingo no nariz, não houve cansaço, não houve dor na canela, tudo correu bem. Mais uma boa experiência, portanto.
 
Os treinos têm resultado. É hora de pensar em continuar, marcar a próxima prova, e ultrapassar a canelite (dor na canela) definitivamente.
 

São Silvestre de Lisboa - Parte I

Dia 29 é dia de colocar em prática o conhecimento adquirido nos treinos. Saio de casa com uma hora de antecedência porque vou de Metro. Azar, não treinei esta parte, o tempo de deslocação foi maior do que pensava. Chego já em stress, 15 minutos antes da corrida começar.
 
Associo-me á partida a uns colegas de treino que têm mais ou menos o meu desempenho. A intenção é controlar através dos outros o meu próprio ritmo.
 
A prova já começou há alguns minutos mas eu ainda estou no pára, arranca. Milhares de pessoas enchem a Avenida da Liberdade, e por grupos, consoante os seus tempos obtidos em provas passadas, vão iniciando a prova. Quando chega a minha vez já estão decorridos quase 4 minutos de prova, e ainda não corri!
 
Passados os primeiros 2 Km a tentar desviar-me das pessoas que estão á minha frente, ou a dar passagem a outros mais rápidos, ou a tentar não tropeçar nos que tropeçam á minha frente (um deles quase que saltei por cima para não chocar), ou a desviar-me dos buracos na Rua do Ouro, Cais do Sodré e por diante... a situação estabiliza.
 
Os primeiros 5Km faço em 29m09s, conto a partir do momento que atravessei a linha de partida. Sem dor na canela, sem cansaço e com a sensação de que podia ter ido mais rápido. Mas a seguir vem uma subida, muuuuuuito longa. Reservo-me.
 
Do Km 6 e até ao 7 e meio, reduzo a velocidade para uma média de cerca de 6:15min./Km. A subida nunca mais acaba. Dou a volta ao Saldanha para começar a descer em direcção aos Restauradores, descanso os primeiros 500m e vou aumentando o ritmo.
 
Ao Km 8 já restaurado, acelero progressivamente, ainda por cima é a descer. Km 9 fiz em 5 minutos e o Km 10 em 4m29s. Tempo total, 56m54s. Novo record pessoal. Sem problemas.
 
 

Aquele Inverno

Natal. Tipicamente é uma época em que se come e bebe á fartazana. Não no meu caso. Não, não foi um sacrificio. Apenas não exagerei no consumo. Estou nos 73Kg, -7Kg desde Agosto deste ano.
 
Dia 26, de volta aos treinos, 8h, apenas 5Km, o frio já não me afeta, é apenas psicológico, vou correr de calções. As pessoas olham para mim em calções um pouco incrédulas, mas na realidade não sinto um frio desmesurado apesar do termómetro do carro assinalar os 5º.

Após um aquecimento inicial (sim, é conveniente caso contrário...), faço 5Km no tempo médio record de 5:17min./Km. 5Km = 26m22s. Durante este treino, deu-me novamente a dor na canela do lado esquerdo que me condicionou o ritmo.
 
Dia 28, novo treino, 8h. O ritmo vai ser mais baixo, no dia seguinte é dia de prova. Cerca de 6:00min./Km de média o que permitiu concluir o treino em 29m42s. Dor na canela outra vez. Até parece que já estou a adivinhar, um novo problema para resolver.
 
Começar o treino ás 8h permite observar outro género de pessoas nas suas atividades desportivas. Mesmo com frio e mesmo antes das 8h, já existe pessoas a passear ou a correr, de qualquer idade. Também se vê alguns corredores mais rápidos que vão a um ritmo que não é para mim.
 
Não só a esta hora, mas também ao longo do dia, é possivel observar pessoas a correr, a andar de bicicleta, até mesmo dentro da cidade. Penso que estamos a atravessar um periodo em que a modalidade está em expansão. Facto: As inscrições nas provas, pelo menos nas mais mediáticas, tem esgotado com alguma facilidade.

Os primeiros 12Km - Parte II



Chego ao local habitual do treino por volta das 8h. Sem hesitar, logo no primeiro Km marco o ritmo, cerca de 5:30min./Km.
 
Ao Km 5 dói-me o músculo da canela na perna esquerda. Tenho um pingo no nariz. Desde os primeiros metros. Gasto quase um pacote de lenços durante os primeiros 5Km. Está frio, reparei quando comecei a correr. Está nevoeiro denso, não vejo quase nada. Até os patos estão no meio do lago todos juntos. Se tivesse penas fazia-lhes companhia. O mundo está contra mim. 5Km = 27m40s. OK, prossigo.

O Km 6 e 7 faço mais devagar, tenho que descansar, diminuo o ritmo para a casa dos 6:00min./Km. Foi o suficiente para conseguir recuperar, volto ao ritmo anterior por mais 2Km mas não aguento mais. O último Km, mesmo em desacelaração já me garante o tempo pretendido. 10Km = 57m37s.

É possivel fazer uma prova abaixo da uma hora. Custa um bocado, mas se levar em conta que o local de treino tem constantes subidas, só falta perceber em que medida os 2,5Km de subida da prova vão afetar o meu tempo final.

Nos próximos dias volto aos treinos com o objetivo de manter o motor em andamento.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os primeiros 12Km - Parte I

Dia 1 de Dezembro de 2012 fica para a história como o dia em que ousei ultrapassar pela primeira vez a barreira psicológica dos 10Km. O objetivo do treino para a manhã deste dia baseava-se no aumento da resistência e ver onde conseguia chegar.
 
Cheguei ao local do treino por volta das 8h, meti a velocidade de trote e com paciência corri, corri, corri...uma hora e vinte depois, atingi os 12Km. Já mal conseguia levantar as pernas. Os pés arrastavam e antes que as pernas se encontrassem, parei.
 
Para além do cansaço, os pés não estavam ainda nas melhores condições, o problema das bolhas só ficou definitivamente resolvido em meados de Dezembro.
 
A 16 de Dezembro, com os pés curados, volto ao mesmo local onde tinha conseguido atingir os 12Km pela primeira vez. Desta vez faço 13, mas com uma diferença, não arrasto os pés, não estou cansado e só não continuo porque já tinha esgotado o meu tempo de antena extrafamiliar.
 
A 20 de Dezembro somo mais 13,5Km. A 23 de Dezembro, a apenas 6 dias do dia da prova, o objetivo do treino é determinado. Concluir 10Km em menos de uma hora. Basta abandonar temporariamente a segurança do ritmo de 6:30min./Km, só por 10Km e ver o que acontece.

A involução da bolha

Como resolver o problema da bolha? A resposta está no método tentativa-erro sucessivo e no cruzamento das opções que tinha disponiveis para o efeito.

Basta que se saiba que, após 4 pares de ténis, 5 pares de meias, 3 marcas de cremes e mais de uma dezena de treinos, foi o suficiente para resolver o problema. Como é que foi possivel chegar tão rapidamente a esta conclusão?
 
Primeiro o calçado, é mesmo o mais importante. Testei dois calçados para pisada neutra e outros dois para pronadores. Eis a explicação das diferenças:
 
 
A minha pisada era de pronador causada pela pouca sustentabilidade do ténis. O resultado estava á vista, bolhas atrás de bolhas com maior incidência no pé direito. O calçado para pisada neutra deu-me maior estabilidade ao assentar o pé no chão. O resultado foi...uma pequena, irrisória, quase nem se vê, nem sei se era uma bolha, talvez uma pseudo-aspirante a bolha no pé esquerdo.

Agora, os cremes:

Aptonia Care - Para aplicar diariamente. Suaviza a pele, mas no meu caso não é suficiente para evitar a fricção e algum desconforto durante a corrida.
Vaselina - Só resulta se o pé não tiver qualquer lesão na pele e se for aplicado antes de começar a correr. No meu caso, ajudou mas não o suficiente para aguentar uma corrida de 10Km sem pelo menos alguma fricção e desconforto.
Sports Akileine - Para aplicar diariamente, antes e depois da corrida. Um resultado mais eficiente e duradouro que a Vaselina. Mesmo com bolhas, este creme evitou o seu agravamento e permitiu continuar com as experiências sem ter que fazer um interregno de alguns dias para poder voltar a correr.

Encontram o primeiro creme á venda na Decathlon, o segundo e o terceiro nas farmácias.

E as meias. O par que resulta mesmo é da marca Kalenji, modelo Run Intensive. Referi estas meias no capitulo "O próximo passo - Parte I". Meias que adquiri na Decathlon.

Com este problema resolvido, posso me dedicar a melhorar a condição fisica sem estar limitado a correr entre 4 a 6Km de cada vez, ou até 10 mas com um grande sacrificio.

Solução da equação, calçado neutro + Sports Akileine + Kalenji = muitos Km sem dificuldades, ou será que não?

Novo Desafio

E agora? A corrida do Sporting já lá vai. Tenho que marcar outra antes do final do ano. Quero ir outra vez. Mais uma para consolidar os 10Km. É urgente!
 
Vamos ver. São Silvestre de Lisboa. São só 10Km? Pensei que fosse uma meia maratona. É uma prova mediática que inclui ainda uma mini maratona de 5KM. Realiza-se a 29 de Dezembro, portanto, são 2 meses de preparação. Dá-me tempo para resolver o problema da bolha e melhorar a condição fisica.

Aqui está o mapa do percurso:
Olhando para o percurso, salta á vista os 2,5Km a subir que começam sensivelmente após os 5Km de corrida.

Na perspectiva optimista, já estamos suficientemente "quentes" para abordar a subida, numa perspectiva pessimista, já estamos cansados para ainda ter que fazer 2,5Km a subir.

Mais uma vez, positivo = 2,5Km a descer, negativo = joelhos massacrados. Daqui a 2 meses veremos quem ganha, o desgaste ou a resistência.