domingo, 27 de outubro de 2013

Por uma unha...encravada

Na ânsia de sair cedo de casa para mais um treino, corto mal uma das unhas. Sem pensar, arranco um canto que não tinha ficado cortado até ao fim. Um pequeno gesto mal medido que me valeu a pior lesão desde que comecei a correr.
 
No canto entre a unha e a pele, nasceu uma ferida que se transformou em carne viva e que cresceu por cima da unha que sobrou.
 
Durante as férias apenas calcei chinelos. Esvaziei um frasco de Betadine no dedo para tentar manter a ferida desinfetada durante 24 horas. Com o tempo foi melhorando mas durante a pior fase, até a deslocação do ar causava dor. No banho, a água a cair no pé causava dor. A calçar as meias e os sapatos, dor. A vestir as calças, a passagem do tecido no dedo...dor.
 
Todas as tarefas são realizadas com muito cuidado para que nada toque no dedo. O derradeiro desastre seria alguém me pisar. A consequência para além da dor óbvia, seria a unha ficar ainda mais cravada na carne.
 
Bem sei, porque já me aconteceu no passado, que se não conseguir curar a ferida, a solução pode bem passar por arrancar o resto da unha, cirurgicamente claro. É de evitar a todo o custo.
 
Na verdade, os cuidados intensivos e algumas gazes para evitar que os dedos vizinhos apertem o já fragilizado cujo, não foi o suficiente. Mais tarde, por conselho de outros colegas que também já passaram pelo mesmo, passei a depositar o dito todas as noites em água quente com sal. O sal acelera a cicatrização. Queimar também, mas não fui por aí.
 
Pode-se dizer que a evolução foi mais rápida. Duas semanas depois estou de volta ao terreno. Mas a recuperação já vem demasiado tarde, no final de Agosto. Durante 5 semanas não houve treinos, não houve experiências, não houve nada.

Perde-se durante as férias a oportunidade para seguir um plano mais rigoroso que permita a preparação adequada para realizar a prova da maratona no dia 6 de Outubro. Decido definitivamente que não irei antecipar este objetivo.

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