domingo, 27 de outubro de 2013

Preparação para o trail - Parte II

À medida que vou avançando por Monsanto a dentro, as pernas vão ficando mais pesadas como consequência das constantes subidas. No entanto, um dos aspetos mais positivos e inesperados, advém da estabilidade respiratória e cardíaca.

Na subida mais longa, entre o Estádio de Pina Manique e a primeira rotunda no topo do Monsanto, chego ao fim sem o sentimento de desespero que é habitual nestas situações. Não sinto a tal necessidade de parar para retomar o fôlego, nem procuro um argumento válido que o justifique.
 
A descida foi muito mais difícil, nomeadamente para os joelhos. Cada passada no sentido descendente, as rótulas anteparam os ossos todos. Os fêmur são os primeiros a querer sair. Os joelhos são continuamente castigados durante um Km que parece não ter fim.

Mais à frente, num extensão do percurso mais acidentada, dou por mim num exercício desgastante. É absolutamente necessário escolher o piso onde aterro e mantenho a máxima concentração.

Surpreendentemente, não sinto qualquer fricção nos pés o que me garante um treino tranquilo pelo menos nesse aspeto. No fim, atribuo o bom estado dos pés, à qualidade dos ténis. Parecem umas autênticas luvas.

Registo ainda aquilo que já vinha a constatar de algumas semanas para cá. A canelite está cada vez menos evidente. Somo a este facto, a recuperação das bolhas e a resistência nas subidas que nos primeiros tempos eram o meu pior inimigo. Agora pelos vistos, passaram a ser as descidas.

Numa semana muita coisa muda. Do inferno da meia para um futuro próximo mais otimista.

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