sexta-feira, 29 de março de 2013

6ª Corrida Luzia Dias - Parte II

A dor ocorre exclusivamente na canela da perna esquerda. É dilacerante, aguda e não desarma apesar de abrandar o ritmo. Foi assim nos 3Km que se seguiram até que aliviou um pouco.
 
Pelo caminho avisto a minha familia que se encontra na varanda a ver passar o marido, o pai, que lhes devolve o aceno com um sorriso amarelo sem que possam perceber a dor que sinto na perna esquerda. O aceno que, para quem assiste, significa: Tudo está bem. É muito divertido. Deviam tentar um dia destes. O pai gosta muito de correr.
 
Sem me aperceber, faço estes 3Km num média de 5:45min./Km. Entretanto reparo que tenho um atleta a meu lado que já me acompanha há alguns Kms. É interessante e de muito bom augúrio, ver pessoas com muito mais idade do que eu a correr a um ritmo por vezes muito superior ao meu.
 
Mas este caso é diferente, aflige-me ver que o atleta aparenta dificuldades respiratórias. Parece um peixe fora de água com a boca aberta. De vez em quando forço o ritmo e distancio-me dele para não ter que assistir a tamanho esforço, mas quando abrando, lá vem ele outra vez. Com dificuldades ou não, persegue-me. Abrando ainda mais e deixo que siga á minha frente.
 
Surpresa. Depois de ter passado o Km 9, a corrida acaba a meio do último Km. Pelo que consegui perceber junto dos meus colegas, é mesmo assim, são 9.6 e não 10Km. Porquê? Ninguém faz ideia.
 
Graças ao ritmo imposto no inicio e ao fato de a prova ter terminado ao Km 9.6, obtive o tempo de 51m10s. Claramente foi um um grande esforço correr com uma dor na canela. Isto não correu bem. Primeiro foram as bolhas, agora é a canelite. Pelo menos não choveu.

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