domingo, 31 de março de 2013

Mosteiro dos Jerónimos - Parte I

Entre o 6º e o 7º Km vejo passar na direção contrária o atleta que tratará de vencer esta prova, o queniano Bernard Koech. Passada larga, quase que não se houve correr, joelho lançado para a frente. Cada passada deste atleta conta de forma determinante para o tempo e para a distância.
 
Passando o Terreiro do Paço e um pouco mais além, chega o momento de voltar para trás em direção a Algés. Ao Km 10, a dor, incómoda, faz-me procurar um estilo de corrida que seja o menos inconveniente possível para o joelho. Em vão. Qualquer pisada é dificil e ainda faltam 11Kms. Por vezes até nem dói nada, talvez uma vez em cada 10 passadas.
 
Mesmo assim, durante os próximos 5 Kms, a média é de cerca de 6:30min./Km, muito acima do que seria esperado com este tipo de dificuldade. Passo por algumas pessoas que visivelmente já cansadas, apenas andam. E algumas pessoas em pior estado são assistidas por enfermeiros.
 
Pelo caminho bebo água e bebidas energéticas que me mantém abastecido apesar de não me sentir cansado. É um ritmo de passeio que estou claramente obrigado a fazer. Afasto rapidamente qualquer ideia de parar, ou de fazer contas sobre a distância ou o tempo que ainda falta. Distraio-me a pensar qual será o plano de treinos para a próxima semana ou a ver as vistas.
 
Ao Km 15 ouço um pequeno tumulto que se aproxima de mim. É a Academia Militar que ás dezenas passa por mim. Falam alto, riem, seguem em bloco e desaparecem.
 
Ao Km 17 a dor já é profunda, diminuo ainda mais o ritmo. 7:00min./Km será a média que me irá acompanhar o resto do percurso. Uma passada que muito se assemelha a andar depressa.

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