quarta-feira, 10 de julho de 2013

Recordar a lesão

Terça-Feira. Já passa das 21h. É um pouco tarde para realizar um treino, mas como é hábito dizer, quem corre por gosto não cansa.
 
Hoje há vários incentivos. A companhia de alguns colegas, o tempo ameno propicio para a prática do desporto, um calçado novo que pensamos com otimismo vir a trazer vantagens a curto prazo.
 
Aqueço enquanto corro e faço a adaptação ao novo calçado enquanto treino. Numa altura em que ninguém desconfia, com a sede de chegar mais rápido, decido arrancar com toda a velocidade que me é possível.

Nesse momento, um desequilíbrio tão microscópico, suficiente para desfazer a base de sustentação do pé, da perna, do joelho, levam-me instantaneamente para junto do tapete verde que em normais circunstâncias é caracterizado como sendo "fofo".

De dentro do joelho sai um som conhecido. Um ramo a partir-se faria o mesmo som, mas a dor, atravessa os pulmões e sai forte como se fosse aliviar o instante.

A dor não alivia porque é uma lesão grave que se repete 10 anos depois. Sei precisamente o que dói, e sei que possivelmente não vou voltar a jogar futebol.

Esta terça-feira em particular, decorria o mês de Novembro de 2010, marcou o fim daquela prática desportiva, mas foi o principio de outra, a corrida.

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