quarta-feira, 10 de julho de 2013

Um verdadeiro massacre... - Parte II

O 9ºKm é a subir. Estou fatigado. Mais um bocadinho para andar. Só falta 1Km. Volto a correr. Agora só pode ser a descer visto que estou perto do Palácio da Pena e a meta é na vila lá em baixo. Finalmente uma trégua.
 
Mas se bem me lembro, esta descida até de carro é ingreme. Quase que desejei que fosse outra vez a subir. 1KM a descer vertiginosamente, como se eu fosse um camião ou um carro ou uma bicicleta sem travões. A qualquer momento posso me despistar.
 
A queda de água do inicio deixou o piso empedrado extremamente escorregadio. Um passo em falso e vou parar ao chão. Esteve quase para acontecer. Um dos pés de apoio escorregou mas consegui-me equilibrar.
 
Cair nesta descida acarreta vários perigos. Um deles, para além de ficar mal tratado, é a possibilidade de ser atropelado por outro corredor que eventualmente não consegue travar a tempo.
 
Por outro lado, receio pelo meu joelho. Outro desequilíbrio por mais microscópio que seja, pode provocar uma lesão ainda maior. 
 
Com a meta à vista, sinto uma grande satisfação por ter concluído mais um desafio. Espero que esta prova se repita e que tenhamos a oportunidade de cá voltar.
 
Apesar de ser em Sintra, não posso dizer que tenha admirado muito a paisagem. Afinal, com o esforço despendido, as maiores recordações que tenho são do chão à frente dos meus pés. Hoje não foi dia de velocidade mas sim de resistência. Foi uma boa prova e um treino ainda melhor.

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