A próxima corrida, de 10Km, tem como fundo a bonita paisagem de Sintra. É um percurso que se avizinha difícil devido ao desnível entre o local de partida, situado na base da serra, e o ponto mais alto que passa junto ao Palácio da Pena. A prova tem inicio às 17h.
O céu está encoberto e o vento não está muito forte. Faltam 5 minutos para iniciar a prova. Cai uma chuva torrencial que arrasa todos os concorrentes inclusivamente os que pensam estar abrigados junto às paredes das casas. Às 17 horas parou e não voltou.
Encharcados mas não desmotivados, iniciamos a prova. Ao 2ºKm, começamos a subir. A principio, ainda fresco, reduzo o ritmo porque desconfio que a subida é longa. Ao fim de 1Km a subir, pergunto-me se ainda faltará muito para chegar ao topo.
Ao fim do 2ºKm sempre a subir, pergunto-me se vou aguentar continuar a correr. A subida continua e não consigo ver o fim. Espero que depois daquela curva seja a direito. Não é. Outra curva, não é. Outra, não é. Não posso mais. Está mesmo difícil. O coração vai sair cá para fora.
Espera. Posso andar como quase todos à minha volta. Afinal, o meu passo de corrida não é mais rápido do que o passo dos outros concorrentes. Só agora me apercebo disso. E ao fim de 3Km a subir, finamente o caminho é a direito.
Por pouco tempo. Já estou a subir outra vez. Mas isto nunca mais acaba? Mais 1Km. Agora sim, é a direito. Agora é mesmo verdade. 1Km a direito e outro para voltar pelo mesmo caminho também praticamente a direito. Mais um Km. Agora é a descer finalmente. Só faltam 2Km para a meta, estou mesmo a chegar.
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